O que é um trauma de face?
O trauma facial compreende qualquer lesão física que acometa a região do rosto, envolvendo desde ferimentos na pele até fraturas nos ossos da face (como maxilar, mandíbula e nariz).
Por afetar funções vitais como a respiração, a visão e a mastigação, além do forte impacto estético, exige o diagnóstico preciso e o tratamento especializado de um Cirurgião Bucomaxilofacial.
Principais Etiologias do Trauma Facial
Colisões automobilísticas,acidentes com motocicletas, capotamentos e atropelamentos urbanos.
Quedas de idosos ou crianças em ambiente doméstico, incidentes da própria altura e em calçadas.
Impactos, quedas e choques físicos durante práticas esportivas (futebol, ciclismo, patinete).
Lesões na região facial decorrentes de violência física.
Acidentes ocorridos durante o exercício da atividade profissional.
Traumas na face causados por mordeduras de cães ou outros animais.
Se você ou algum familiar sofreu um impacto na região do rosto, fique atento a estes indicativos que necessitam de avaliação cirúrgica:
Dor intensa na face ou na articulação da mandíbula (ATM).
Inchaço pronunciado ou manchas roxas ao redor dos olhos e bochechas.
Dificuldade para abrir a boca ou sensação de mordida "desalinhada".
Dormência ou perda de sensibilidade nos lábios, queixo ou bochechas.
Alterações na visão (como visão dupla) ou sangramentos persistentes.
Indicado para fraturas sem desvio significativo ou sem comprometimento funcional. O tratamento pode incluir repouso, dieta pastosa ou líquida, controle da dor, medicações quando indicadas e acompanhamento clínico com exames de imagem para garantir a consolidação adequada.
Indicado quando há deslocamento dos fragmentos ósseos, alterações funcionais ou comprometimento estético. O reposicionamento das fraturas é realizado por meio de técnicas modernas de fixação interna, utilizando placas e parafusos de titânio, priorizando acessos discretos e recuperação funcional e estética.
O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica associada a exames de imagem, permitindo identificar com precisão as lesões e definir o tratamento mais adequado.
Avaliação da face, mordida, função e sinais de fratura.
Principal exame para identificar fraturas e planejar o tratamento.
Complementam a avaliação em casos selecionados.
A recuperação varia conforme a gravidade da fratura e o tratamento realizado. Durante o acompanhamento, nossa equipe orienta cada etapa para garantir uma recuperação segura.
🦴Consolidação óssea
A cicatrização inicial ocorre, em média, entre 4 e 6 semanas.
🥣 Alimentação
Dieta líquida ou pastosa nas primeiras semanas, conforme orientação.
🏃 Cuidados
Evitar impactos, esforço físico intenso e seguir corretamente as recomendações médicas.
💊 Recuperação
O inchaço diminui progressivamente, sendo controlado com medicações e cuidados específicos.
❓ Perguntas Frequentes (FAQ)
Não. Fraturas leves, estáveis e sem nenhum deslocamento dos ossos (onde a mordida e a estética não foram afetadas) podem ser tratadas de forma conservadora. Nesses casos, indicamos repouso das estruturas, acompanhamento por exames de imagem e uma dieta pastosa até o osso colar sozinho.
O ideal é que a avaliação com o especialista seja feita o quanto antes. Caso haja indicação cirúrgica, o período ideal para realizar o procedimento é dentro dos primeiros 7 a 14 dias após o trauma. Passado esse tempo, o osso começa a cicatrizar na posição errada (consolidação viciosa), o que torna o procedimento mais complexo.
Resposta: Sempre que possível, utilizamos acessos internos — realizando os cortes por dentro da boca ou da gengiva. Quando uma abordagem externa é estritamente necessária, os cortes são planejados milimetricamente para ficarem escondidos em dobras naturais da pele, rugas ou linhas de expressão, tornando-se praticamente imperceptíveis após a cicatrização.
Resposta: Na maioria dos casos cirúrgicos, sim, mas por um período curto. Geralmente, o paciente interna no dia do procedimento e recebe alta no dia seguinte (internação de 24 horas). Casos mais simples ou tratamentos conservadores não exigem internamento.
Resposta: Para atividades de escritório que não exijam esforço físico, o retorno costuma acontecer entre 7 a 14 dias, dependendo do inchaço e do conforto do paciente. Já para trabalhos que exijam força física, exposição ao sol ou risco de impactos, o afastamento pode variar de 30 a 45 dias.
Resposta: Sim. De acordo com a legislação da ANS, o tratamento de traumas e fraturas faciais de caráter reconstrutor e funcional tem cobertura obrigatória pelos planos de saúde. Isso inclui tanto os custos hospitalares quanto os materiais necessários (como as placas e parafusos de titânio). Nossa equipe oferece todo o suporte para auxiliar no processo de liberação junto ao seu convênio.
A avaliação precoce por um cirurgião bucomaxilofacial é fundamental para preservar a função, a estética e reduzir o risco de sequelas.
Em casos de trauma, o tempo faz diferença.